Introdução:
O
clareamento dental feito pelo próprio paciente
em sua casa ganha cada dia mais popularidade ao passo
em que as pessoas além da preocupação
com a aparência, não têm mais tempo
para seguidas consultas ao dentista.
Esse
tratamento foi inicialmente proposto em 1960 nos EUA.
Consiste, basicamente, na auto-aplicação
por parte do paciente de um gel a base de peróxido
de carbamida, através de uma moldeira plástica
(placa), sempre sob a orientação e acompanhamento
de um dentista.
O
agente clareador:
O
produto usado no clareamento caseiro é um gel
de peróxido de carbamida. Existem inúmeras
marcas disponíveis no mercado, algumas até
vendidas em farmácias, supermecados e televisão,
o que nós, cirurgiões dentistas, não
aprovamos definitivamente. As diferenças básicas
entre elas estão calcadas, especialmente, na
concentração do peróxido, viscosidade
e na presença de carbopol.
As
concentrações podem variar entre 10,
16 e 22%. O carbopol é um polímero que
tem como finalidade espessar o material e melhorar
a aderência do gel aos tecidos dentais. Com
isso, prolonga-se a liberação de oxigênio,
tornando mais eficaz o efeito clareador.
Existem,
também, para o clareamento caseiro, produtos
a base de peróxido de hidrogênio nas
concentrações de 1 a 10%. São
pouco comuns e seu uso não é tão
popular como o peróxido de carbamida.
Efeitos
sobre os dentes:
O
efeito colateral mais frequente é uma sensibilidade
branda dos dentes às mudanças de temperatura.
Isso ocorre mais na primeira hora após a remoção
da moldeira. É passageira e dura enquanto o
tratamento estiver sendo executado. Ela é atribuída
ao fato de os clareadores "transitarem"
com facilidade através do esmalte dental.
Infindáveis
estudos laboratoriais, entre eles os de Murphy(1992),
Heywood e Heyman(1993), Hunsaker et al(1990), entre
outros, e os mais de 75 anos de uso convencional de
peróxidos em alta concentração
(35%) para clarear dentes, jamais revelaram quaisquer
efeitos prejudiciais sobre a estrutura dental. Logo,
concluimos que o tratamento para clareamento, quando
corretamente indicado e supervisionado por um dentista,
não traz malefício algum à saúde
dental.
Efeitos
sobre a saúde geral:
Cogitou-se
a possibilidade de os géis a base de peróxido
de carbamida serem carcinogênicos, ou seja,
terem o potencial de provocar câncer. Vale salientar
que peróxido de hidrogênio é naturalmente
encontrado no organismo (inclusive nos olhos) e, além
disso, o corpo tem mecanismos de defesa (as peroxidases)
que regulam e reparam os danos celulares causados
por ele.
Ao longo de quase um século de uso de peróxidos
para clareamento dental, não foram relatados
prejuizos à saúde que contra-indicassem
seu uso. É, portanto, um tratamento seguro.
Como
é feito:
Passamos
a descrever a técnica mais usada no clareamento
de dentes vitais feita pelo proprio paciente. Esta
pode ter variações em alguns aspectos
mas fomos o mais genéricos possível,
para alcançamos o entendimento do maior número
de pessoas, principalmente os leigos. Aguarde o
carregamento das fotos.
Para
melhor controlar a evolução do tratamento,
primeiro clareamos os dentes superiores do paciente.
Os dentes inferiores não serão clareados
por enquanto e servirão como referência
da cor original.
1.
Anota-se, através de escalas de cor, a tonalidade
original dos dentes. Fotografias são tiradas
antes do tratamento.
